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Medicina 05/07/2026 Quer Mais Seguros

AVC: sinais de alerta e o que fazer nos primeiros minutos

Reconhecer os sinais de um AVC em segundos pode ser a diferença entre uma recuperação completa e sequelas graves. Veja o que observar e como agir nos primeiros minutos.

Um AVC (acidente vascular cerebral) acontece quando um vaso que leva sangue ao cérebro entope ou se rompe, interrompendo a circulação em uma área do cérebro. Segundo o Ministério da Saúde, quanto mais rápido vier o diagnóstico e o tratamento, maiores são as chances de recuperação completa — por isso cada minuto importa.

Só de pensar nisso já aperta o peito, e é normal sentir medo diante de um tema assim. Mas existem sinais simples de reconhecer e um passo a passo claro do que fazer — aprender isso agora, em poucos minutos, pode ajudar a salvar a vida de alguém que você ama.

Quais são os sinais de alerta de um AVC?

Os sinais mais comuns de AVC são fraqueza ou formigamento súbito no rosto, no braço ou na perna — geralmente de um só lado do corpo —, dificuldade para falar ou entender o que dizem, alteração na visão, perda de equilíbrio e dor de cabeça muito forte e repentina, segundo o Ministério da Saúde.

Uma forma simples de lembrar é o teste do SAMU, usado em campanhas de saúde pelo Brasil: Sorria — observe se a boca fica torta ou o sorriso sai torto de um lado; Abrace — peça para a pessoa levantar os dois braços e veja se um deles cai; Música — peça para ela repetir uma frase simples ou tentar cantar, e note se a fala sai enrolada; Urgência — ao notar qualquer um desses sinais, ligue para o SAMU (192) imediatamente.

Nem todo AVC avisa com todos esses sinais ao mesmo tempo. Às vezes aparece só um deles, de forma súbita — e é exatamente essa mudança repentina, sem explicação, que pede atenção imediata.

O que fazer nos primeiros minutos diante da suspeita de AVC?

Diante de qualquer sinal de AVC, ligue imediatamente para o SAMU (192) ou para o Corpo de Bombeiros (193), ou leve a pessoa a um hospital, conforme orienta o Ministério da Saúde. Anote o horário em que os sinais começaram: essa informação ajuda a equipe médica a decidir o tratamento certo.

Enquanto o socorro chega, mantenha a pessoa em local seguro, de preferência deitada com a cabeça levemente elevada, e fique calmo para responder às perguntas do atendente. Não dê comida, água ou qualquer remédio por conta própria — mesmo que pareça ajudar.

Não espere para ver se os sinais passam. Mesmo quando desaparecem rápido, é preciso buscar avaliação médica: pode ser um aviso do corpo de que um AVC maior pode acontecer nos dias seguintes.

Por que os primeiros minutos fazem tanta diferença no tratamento do AVC?

O AVC é uma doença tempo-dependente: quanto mais rápido a pessoa chega ao hospital, maiores as chances de o cérebro se recuperar sem sequelas graves, segundo o Ministério da Saúde. Em alguns casos de AVC isquêmico, o medicamento que desobstrui o vaso só funciona dentro de poucas horas após o início dos sintomas — segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo, até 4,5 horas.

O AVC isquêmico, causado pelo entupimento de um vaso, corresponde a cerca de 85% dos casos; o AVC hemorrágico, causado pela ruptura de um vaso, responde por 15%, mas costuma ser mais grave, segundo o Ministério da Saúde. O tipo exato só é confirmado com exame de imagem no hospital — por isso a pressa em chegar até lá.

Cada equipe médica decide o tratamento conforme o tipo de AVC, o tempo desde o início dos sintomas e o estado da pessoa. Não existe fórmula única — só um médico pode indicar o procedimento certo caso a caso. Este texto tem caráter informativo e não substitui avaliação médica.

Quem tem mais risco de sofrer um AVC — e dá para prevenir?

Sim, boa parte do risco de AVC está ligada a fatores que podem ser controlados no dia a dia, como pressão alta, diabetes, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo e obesidade, segundo o Ministério da Saúde. Idade avançada e histórico familiar também contam, mas não anulam o efeito de bons hábitos.

No Brasil, o AVC foi responsável por 89.490 mortes registradas em 2025, segundo dados de cartórios levantados pela Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBAVC). Entre quem sobrevive, cerca de 85 em cada 100 pessoas ficam com algum grau de sequela — perda de força, dificuldade de fala ou espasticidade —, conforme o registro Joinvasc citado pela entidade.

Prevenir passa por medidas simples e conhecidas: controlar a pressão e a glicose, não fumar, evitar o excesso de álcool, se alimentar bem, manter o peso adequado e se exercitar com regularidade, segundo o Ministério da Saúde. Nenhuma dessas medidas garante que o AVC nunca vai acontecer, mas reduz bastante o risco.

O plano de saúde entra no atendimento e na recuperação de um AVC?

Sim. No momento da emergência, o hospital atende a suspeita de AVC pelo SUS ou pela rede do seu plano de saúde, conforme a estrutura disponível na região. Depois da fase aguda, a reabilitação — fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional — segue os prazos e as regras de cobertura da ANS e do contrato de cada operadora.

Ter um plano de saúde adequado pode facilitar o acompanhamento depois da alta: consultas de rotina com neurologista e cardiologista, exames de controle e sessões de reabilitação dentro da rede credenciada, sempre conforme o Rol da ANS e as condições contratadas.

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Perguntas frequentes

AVC dói?

Nem sempre. Os sinais mais comuns são fraqueza súbita, alteração na fala ou na visão — muitas vezes sem dor nenhuma. Por isso, qualquer sinal repentino já é motivo para buscar ajuda rápido.

AVC pode acontecer em pessoas jovens?

Sim. Embora seja mais comum a partir dos 55 anos, o AVC também afeta adultos jovens, principalmente quem tem pressão alta, obesidade ou outros fatores de risco. Não descarte os sinais só pela idade.

Devo esperar para ver se os sintomas de AVC passam?

Não. Mesmo que os sinais desapareçam rápido, ligue para o SAMU (192) e procure atendimento médico na hora — pode ser um aviso de que um AVC maior está por vir.

Qual a diferença entre AVC isquêmico e hemorrágico?

O AVC isquêmico (cerca de 85% dos casos) acontece por entupimento de um vaso; o hemorrágico (15%), por rompimento, segundo o Ministério da Saúde. Os dois são emergências e exigem atendimento imediato.

Ligar para o SAMU custa alguma coisa?

Não. O número 192 é gratuito, funciona 24 horas por dia em todo o Brasil, e deve ser chamado sempre que houver suspeita de AVC.

Conteúdo informativo, com base na fonte abaixo. Não substitui orientação médica individualizada. Fonte original:

Ministério da Saúde

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