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Medicina 05/07/2026 Quer Mais Seguros

Infarto na mulher: sinais diferentes que merecem atenção

O infarto na mulher costuma avisar de um jeito diferente do homem — por isso demora mais para ser identificado. Conheça os sinais atípicos e saiba quando procurar ajuda.

Sim, o infarto na mulher pode ter sinais bem diferentes da dor forte no peito que marca o infarto no homem. Cansaço extremo, falta de ar, náusea, dor nas costas ou no estômago também podem ser sinais de infarto — e costumam ser confundidos com estresse ou indisposição.

É normal sentir um arrepio só de ler a palavra infarto. Mas há um dado que vale conhecer: segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a mulher tem risco de morte cerca de 50% maior que o homem ao sofrer um infarto — em boa parte porque o quadro não é reconhecido a tempo, nem por ela, nem por quem a atende. Saber reconhecer os sinais certos pode ser a diferença entre buscar ajuda a tempo ou tarde demais.

Quais são os sinais atípicos de infarto na mulher?

Os sinais atípicos mais comuns na mulher são falta de ar, cansaço incomum, náusea, indigestão, dor no estômago, dor nas costas, no pescoço ou na mandíbula, tontura e palpitações. Muitas mulheres não sentem a dor forte no peito irradiando para o braço esquerdo — o sinal mais associado ao infarto no homem.

Segundo o Ministério da Saúde, o infarto agudo do miocárdio costuma se anunciar com desconforto no peito, sensação de peso ou aperto, suor frio e falta de ar. Só que, na mulher, esse padrão clássico aparece com menos frequência. Cardiologistas ouvidos pela Associação Paulista de Medicina (APM) explicam que o quadro pode se parecer mais com uma crise de ansiedade ou uma indisposição no estômago do que com uma emergência cardíaca — o que atrasa a busca por ajuda.

Essa apresentação atípica também é mais comum em idosos e em pessoas com diabetes, que podem sentir só falta de ar ou um desconforto parecido com o de uma gastrite, sem a dor clássica no peito, segundo o Ministério da Saúde.

Por que o infarto se manifesta diferente no corpo da mulher?

O motivo ainda é estudado, mas parte da explicação está em fatores hormonais e em vasos do coração menores, com entupimentos mais espalhados — e não apenas uma obstrução única e localizada. A queda do estrogênio na menopausa também retira uma proteção natural que o coração da mulher tinha até então.

Segundo o Posicionamento sobre Saúde Cardiovascular nas Mulheres, publicado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, o risco cardiovascular da mulher soma fatores comuns aos dois sexos — colesterol alto, hipertensão, diabetes, tabagismo — a fatores próprios do corpo feminino: síndrome dos ovários policísticos, uso de contraceptivo hormonal, pressão alta na gravidez (pré-eclâmpsia), outras complicações da gestação e reposição hormonal na menopausa.

Cardiologistas citados pela Associação Paulista de Medicina explicam que, cerca de dez anos depois da menopausa, o risco de infarto na mulher se aproxima do risco do homem — antes dela, esse risco costumava ser mais baixo.

O infarto é mais grave para a mulher do que para o homem?

Pode ser. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a mulher tem risco de morte cerca de 50% maior que o homem ao sofrer um infarto, e menos da metade recebe o tratamento medicamentoso considerado adequado. Entre 1990 e 2019, as mortes por infarto em mulheres de 15 a 49 anos cresceram 62% no Brasil.

No país, as doenças cardiovasculares matam cerca de 400 mil pessoas por ano — cerca de 100 mil só por infarto, segundo o Cardiômetro da SBC. Esse cenário tem menos a ver com o corpo da mulher e mais com o atraso no reconhecimento: quando o sinal não é identificado como infarto, o tempo até o tratamento aumenta, e é esse tempo que define quanto do músculo do coração se recupera.

Depois de um infarto, mulheres também enfrentam mais reinternações e complicações no ano seguinte ao evento, de acordo com dados da SBC citados pela CNN Brasil. Isso reforça a importância de acompanhamento médico contínuo, não só na emergência.

Quais mulheres têm mais risco de sofrer um infarto?

O risco sobe com a idade — principalmente depois da menopausa —, com diabetes, pressão alta, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo e obesidade. Pessoas com diabetes ou hipertensão têm de duas a quatro vezes mais chance de infarto, segundo o Ministério da Saúde.

Histórico de pressão alta ou diabetes na gravidez, síndrome dos ovários policísticos e uso de contraceptivo hormonal também entram na conta, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Por isso, contar esse histórico ao médico — não só o que aconteceu recentemente, mas também na gravidez ou décadas atrás — ajuda a montar um retrato mais completo do risco cardiovascular.

Nenhum desses fatores, isoladamente, garante que o infarto vai ou não vai acontecer. Eles servem para o médico calcular o risco e decidir, junto com você, quais exames e cuidados fazem sentido no seu caso.

Segundo o Ministério da Saúde, boa parte desse risco pode ser reduzida com medidas simples: praticar atividade física com regularidade, cuidar da alimentação, evitar o excesso de álcool e não fumar. Nenhuma dessas medidas garante que o infarto nunca vai acontecer, mas ajuda a reduzir bastante as chances.

O que fazer ao suspeitar de um infarto?

Ligue para o SAMU (192) ou vá à emergência mais próxima assim que notar sinais suspeitos, mesmo que pareçam diferentes da dor clássica no peito. Evite dirigir sozinha até o hospital; peça para alguém te levar ou aguarde a ambulância.

Quanto mais rápido vier o atendimento, maior a chance de reduzir os danos ao coração, segundo o Ministério da Saúde — esse tempo importa mais do que ter certeza absoluta do diagnóstico antes de agir. Fora da emergência, o cuidado começa nas consultas de rotina: exames de colesterol, pressão e glicemia ajudam a mapear o risco antes que ele se torne um problema maior. Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação médica.

Conhecer o próprio histórico de saúde e contar com acesso rápido a cardiologista e exames faz diferença na hora que mais importa. Se você quer entender o que o seu plano de saúde cobre em cardiologia — ou simular um plano com boa cobertura para consultas e exames do coração — faça uma cotação gratuita e sem compromisso com a Quer Mais Seguros.

Perguntas frequentes

Dor no peito é sempre sinal de infarto na mulher?

Não. Na mulher, o infarto pode aparecer sem dor no peito, só com falta de ar, náusea, cansaço extremo ou dor nas costas. Sinais diferentes dos clássicos também merecem atenção imediata.

Infarto silencioso existe mesmo?

Existe. Ele ocorre sem os sinais mais conhecidos, ou com sinais tão leves que passam despercebidos — é mais comum em pessoas com diabetes e em idosos, segundo o Ministério da Saúde.

A partir de que idade a mulher deve se preocupar mais com o coração?

O risco cresce de forma importante depois da menopausa, quando a queda do estrogênio reduz uma proteção natural do coração. Mas fatores como pressão alta na gravidez e ovário policístico pesam desde muito antes.

O plano de saúde cobre exames para avaliar o risco cardíaco?

Pode cobrir consultas com cardiologista e exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e teste ergométrico, conforme o Rol da ANS e o contrato de cada operadora. Vale confirmar a cobertura específica antes de agendar.

O que fazer se eu suspeitar de um infarto em mim ou em alguém?

Ligue 192 (SAMU) ou vá à emergência mais próxima imediatamente, mesmo com sinais diferentes dos clássicos. Não dirija sozinha e não espere os sintomas piorarem para agir.

Conteúdo informativo, com base na fonte abaixo. Não substitui orientação médica individualizada. Fonte original:

Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)

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