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Medicina 05/07/2026 Quer Mais Seguros

Labirintite e vertigem: quando procurar ajuda médica

O mundo parece girar do nada e você não sabe por quê? Entenda o que costuma causar a vertigem, por que ela quase nunca é mesmo a tal labirintite, e quando os sintomas pedem atenção médica rápida.

Vertigem é a ilusão de movimento: você sente que o ambiente gira ou balança, mesmo parado — ou que o próprio corpo gira em relação ao que está à sua volta. Na maioria das vezes, ela nasce de um problema no labirinto, o órgão do ouvido interno que cuida do equilíbrio.

De repente, o quarto começa a girar, os pés perdem o chão e ficar de pé exige esforço. Se isso já aconteceu com você — ou com alguém que você ama —, este guia explica o que costuma causar a crise, por que ela quase nunca é mesmo a tal labirintite, e quando vale a pena marcar uma consulta.

O que é vertigem e por que dá a sensação de que tudo gira?

Vertigem é a ilusão de movimento: você sente que o ambiente gira ou balança, mesmo parado, ou que o próprio corpo gira em relação ao que está à sua volta. Na maioria das vezes, ela nasce de um problema no labirinto, o órgão do ouvido interno que cuida do equilíbrio.

Ela é diferente da tontura, um termo mais amplo, que inclui sensação de desequilíbrio, cabeça leve ou quase desmaio. A vertigem é sempre a impressão de rotação. Essa diferença importa porque ajuda o médico a investigar a causa certa, em vez de tratar qualquer tontura como se fosse a mesma coisa.

Vertigem é a mesma coisa que labirintite?

Não, na maioria das vezes. "Labirintite" virou um nome popular para quase qualquer tontura, mas a inflamação real do labirinto é rara: segundo o Ministério da Saúde, ela aparece em cerca de 1 em cada 200 pessoas com tontura ou vertigem levadas ao médico.

Usar o termo errado tem consequência prática: pode levar a remédios genéricos "para labirintite" que nem sempre atacam a causa real e, em alguns casos, têm efeitos colaterais importantes. Na maior parte das vezes, o quadro tem outro nome e outra causa — como as que você vê a seguir.

Quais são as causas mais comuns de tontura e vertigem?

As causas variam, mas a mais citada pelos otorrinolaringologistas é a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), ligada a pequenos cristais que se soltam dentro do ouvido interno. Outras causas frequentes incluem a neurite vestibular, a doença de Ménière e a migrânea vestibular.

Cada uma tem um padrão próprio, o que ajuda o médico a diferenciar: a VPPB costuma provocar crises curtas, de segundos a poucos minutos, ligadas a virar a cabeça ou levantar da cama; a neurite vestibular causa vertigem intensa e contínua por horas ou dias, muitas vezes depois de uma infecção viral; a doença de Ménière some e volta em episódios que podem durar de minutos a 24 horas, com zumbido e sensação de ouvido cheio; e a migrânea vestibular costuma vir acompanhada de dor de cabeça, sensibilidade à luz ou ao som.

Quando a vertigem é motivo para procurar atendimento de urgência?

Na maior parte das vezes a causa é benigna, mas alguns sinais pedem avaliação médica imediata: dor de cabeça súbita e muito forte, fala enrolada, fraqueza ou dormência de um lado do corpo, visão dupla, dificuldade para engolir ou perda de equilíbrio que impede ficar de pé.

Esses sinais, junto com a vertigem, podem indicar um problema vascular no cérebro, e não apenas no ouvido interno — por isso pedem ida à emergência, não uma consulta de rotina. Fora dessas situações, vertigem que se repete também merece avaliação: mesmo sem ser urgência, ela pode afetar o sono, o trabalho e até aumentar o risco de quedas, especialmente em pessoas mais velhas. Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica.

Como funciona o tratamento e o que o plano de saúde tem a ver com isso?

O tratamento depende da causa: a VPPB geralmente melhora com uma manobra específica feita por um profissional treinado; a doença de Ménière costuma responder a ajustes na alimentação e medicação; e a migrânea vestibular segue o mesmo caminho do tratamento preventivo de migrânea. Não existe solução única para "labirintite".

Chegar a esse diagnóstico normalmente passa por consulta com otorrinolaringologista (às vezes também neurologista), exames como audiometria e avaliação vestibular, e, dependendo do caso, sessões de fisioterapia vestibular — cobertos pelo plano de saúde conforme o contrato e o Rol de Procedimentos da ANS. Se você quer rever a cobertura do seu plano de saúde para dar conta de consultas com otorrino, exames de equilíbrio e fisioterapia, a Quer Mais Seguros pode ajudar: faça uma cotação gratuita e sem compromisso em quermaisseguros.com.br.

Perguntas frequentes

Tontura e vertigem são a mesma coisa?

Não. Tontura é um termo mais amplo, que inclui sensação de desequilíbrio, cabeça leve ou quase desmaio. Vertigem é mais específica: é a impressão de que você ou o ambiente estão girando.

Vertigem pode ser sinal de AVC?

Na maioria das vezes, não. Mas se a vertigem vier junto com fala enrolada, fraqueza de um lado do corpo, visão dupla ou dificuldade para engolir, procure uma emergência imediatamente.

Quanto tempo dura uma crise de vertigem?

Depende da causa: pode durar segundos na VPPB, horas a dias na neurite vestibular, ou episódios de minutos a 24 horas na doença de Ménière. A duração ajuda o médico a investigar a origem.

Qual médico procurar para tontura ou vertigem?

O otorrinolaringologista é o especialista indicado, de preferência com experiência em otoneurologia. Dependendo da causa, ele pode encaminhar para um neurologista.

Existe forma de prevenir novas crises de vertigem?

Depende do diagnóstico. Hábitos como sono regular, boa hidratação e controle de gatilhos de migrânea ajudam em alguns casos, mas confirmar a causa com o médico é o que orienta a prevenção certa.

Conteúdo informativo, com base na fonte abaixo. Não substitui orientação médica individualizada. Fonte original:

Ministério da Saúde - Biblioteca Virtual em Saúde

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