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Gestante 17/06/2026 Quer Mais Seguros

Pré-natal sobe para 7 consultas: por que isso importa

Desde 2024, o Ministério da Saúde recomenda no mínimo 7 consultas de pré-natal. Ainda assim, 1 em cada 5 gestantes não chega a esse acompanhamento. Veja por que isso importa e como garantir o cuidado.

O pré-natal mínimo recomendado no Brasil subiu de 6 para 7 consultas em 2024, por orientação do Ministério da Saúde. Esse acompanhamento ajuda a prevenir mortes de mães e bebês, parto prematuro e complicações na gravidez. Mesmo assim, 1 em cada 5 gestantes ainda não recebe o mínimo.

Os dados são de um levantamento do Centro Internacional de Equidade em Saúde, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com a Umane, divulgado em abril de 2026. Eles mostram um país que começa o pré-natal quase sempre, mas não garante que ele continue até o fim.

O que mudou no pré-natal em 2024?

Mudou o número mínimo de consultas. Desde 2024, o Ministério da Saúde passou a recomendar pelo menos 7 consultas de pré-natal durante a gravidez, em vez das 6 anteriores. A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai além e sugere 8 contatos com o serviço de saúde.

Pré-natal é o acompanhamento da gestação por uma equipe de saúde do começo ao fim. Em cada consulta, são feitas medições, exames e orientações que ajudam a identificar cedo problemas que, tratados a tempo, mudam o desfecho para a mãe e o bebê.

O aumento de 6 para 7 não é detalhe burocrático. Mais consultas significam mais chances de detectar pressão alta, diabetes da gravidez, infecções e outras condições antes que elas virem emergência.

Por que 1 em cada 5 gestantes não recebe o mínimo?

Porque o acompanhamento começa, mas não termina. Pela pesquisa da UFPel, 99,4% das gestantes fazem a primeira consulta, mas só 78,1% chegam à sétima. Ou seja: cerca de 1 em cada 5 mulheres não completa o pré-natal mínimo recomendado.

A queda não é igual para todas. Entre mulheres brancas, 84,3% completam as 7 consultas; entre indígenas, apenas 51,5%. Mulheres negras (75,7%) e pardas (75,3%) também ficam abaixo da média das brancas.

A escolaridade pesa muito. Entre quem tem 12 anos ou mais de estudo, 86,5% completam o pré-natal; entre quem não tem escolaridade, esse número cai para 44,2%. No caso de gestantes indígenas sem escolaridade, são só 19%. As piores situações aparecem na Região Norte, entre adolescentes e entre mulheres sem estudo.

O que o pré-natal previne, na prática?

Previne problemas graves e evitáveis. Segundo a pesquisadora Luiza Eunice, do estudo, o pré-natal ajuda a prevenir morte materna, morte do bebê, parto prematuro, baixo peso ao nascer e complicações da gestação.

Cada consulta tem um papel: medir a pressão, acompanhar o ganho de peso, pedir exames de sangue e urina, checar vacinas e ouvir os batimentos do bebê. É um cuidado contínuo, não um evento único.

Por isso, faltar às consultas finais é arriscado mesmo quando a gravidez parece tranquila. Muitas complicações sérias, como a pré-eclâmpsia (pressão muito alta na gestação), aparecem justamente na reta final. Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do seu médico ou da equipe de saúde.

Como o plano de saúde ajuda no acompanhamento da gravidez?

O plano de saúde pode dar acesso mais rápido a consultas, exames e à equipe de obstetrícia, o que facilita manter o pré-natal completo. A cobertura depende do contrato e das regras de carência de cada operadora, sempre dentro do Rol da ANS (lista de procedimentos obrigatórios).

Vale saber: existe carência para parto (em geral até 300 dias, conforme a operadora e o contrato). Quem planeja engravidar deve checar esse prazo antes, para não ser pega de surpresa. O pré-natal e seus exames costumam ter carências menores, mas confirme sempre com a operadora.

Como corretora, a Quer Mais Seguros ajuda a comparar planos com boa rede de obstetrícia e maternidades perto de você, e a entender as carências antes de contratar. Quer saber qual plano de saúde cobre o acompanhamento da sua gravidez? Faça uma cotação gratuita e sem compromisso em quermaisseguros.com.br.

Perguntas frequentes

Quantas consultas de pré-natal são recomendadas hoje?

Desde 2024, o Ministério da Saúde recomenda no mínimo 7 consultas de pré-natal. A Organização Mundial da Saúde sugere 8 contatos com o serviço de saúde durante a gestação.

O que acontece se eu fizer menos consultas que o recomendado?

O risco de não detectar problemas a tempo aumenta. O pré-natal completo ajuda a prevenir morte materna e do bebê, parto prematuro e complicações. Converse com sua equipe de saúde se faltou a consultas.

O plano de saúde cobre pré-natal e parto?

Em geral sim, dentro do Rol da ANS e do seu contrato. Mas há carências, especialmente para parto (costuma ser até 300 dias, conforme a operadora). Confirme os prazos antes de contratar.

Tem carência para começar o pré-natal pelo plano?

Costuma haver carência para consultas e exames, geralmente menor que a do parto. O prazo varia conforme a operadora e o contrato, então vale confirmar antes de engravidar.

Conteúdo informativo, com base na fonte abaixo. Não substitui orientação médica individualizada. Fonte original:

Folha de Pernambuco

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